E 2015 findou!


Eita anozinho custoso. Haja emoção e suspense. Um jeito de que podia não terminar bem...

Mas terminou e nenhuma catástrofe aconteceu. É certo que deixou a promessa de grandes problemas a resolver daqui pra frente, mas, no apagar das luzes, sinais de bom senso se insinuaram e parece que teremos a oportunidade de discutir nossas mazelas de uma maneira mais civilizada e, sobretudo, acima de tudo, em um ambiente de respeito à legalidade e ao - duramente conquistado - estado democrático de direito. Esse, sim, um bem supremo, pelo qual minha geração inteira dedicou importantes anos de suas vidas. Ainda bem!

Mas, por incrível que pareça, o Cinema parece que navega mesmo na contra-mão dessas intempéries. As turbulências milagrosamente passaram ao largo da nossa atividade, como se estivéssemos navegando em outras águas ou em voo de cruzeiro em uma aerovia tranquila, nivelados em uma altitude bem acima da turbulências do momento. Não que esteja iludido com os desafios perversos de um mercado que sabidamente não nos pertence e que está cada vez mais cativo da cinematografia hegemônica e dos poucos nacionais que conseguem se lançar ao mesmo tipo de mega eventos cinematográficos (ainda bem que existem). Mas porque vejo os programas de fomento, demoradamente desenvolvidos pelo ANCINE, através do Fundo Setorial Audiovisual e - boa notícia - através também das emissoras brasileiras de TV Pública com a EBC/TV Brasil á frente, dando os seus frutos e colocando a produção audiovisual brasileira em uma muito bem vinda condição de prioridade estratégica da política de estado do País.

Sempre fui um crítico ácido, duro mesmo, da enorme burocracia e da falta de sensibilidade da ANCINE diante das agonias dos produtores independentes brasileiros e da pouca ação diante de um mercado tão absolutamente cativo de um único segmento da produção audiovisual. Mas tenho que me curvar nesse momento aos novos sinais que se apresentam das ações da agência que, a prosseguir na rota atual, cumprirá com brilhantismo inédito um papel histórico de importância capital como mediador desses conflitos mercadológico e como agente da preservação e da afirmação da cultura brasileira através da produção audiovisual.

Aqui na AsaCine entramos no ano de 2016, animados. Mesmo conscientes dos desafios que enfrentaremos em todas as áreas da vida brasileira, temos um plano de voo a cumprir. Temos o nosso Núcleo Criativo AsaCine Conteúdos - em parceria com a DocDoma Filmes e coma a Carmen Flora Produções - pronto a dar os seus primeiros frutos; temos o longa "Cora Coralina - Todas as Vidas", com direção do Renato Barbieri, cujo lançamento está assegurado com o apoio do PRODECINE 03 e a parceria da nossa distribuidora Tucumán e da co-distribuidora Polifilmes; temos o longa "Campus Santo", já no segundo corte, que graças ao apoio do PRODECINE 04, entra na reta final de produção, com a conclusão garantida para o primeiro semestre do ano; temos o longa inovação de linguagem "Viva o Povo Brasileiro! Porque não?", com direção e roteiro do André Luiz Oliveira e a presença da Indiana Filmes entre os parceiros, em fase e contratação pelo PRODECINE 05; e, motivo de muito orgulho, as séries "Sua Escola Nossa Escola" e "As Fabulosas Coleções do Seu Gonçalo" prontas para a estreia na grade da TV Escola do Ministério da Educação.

Há, pois, muito a comemorar. Que venha 2016.

O PRODAV 10, o PRODECINE 05, o PRODECINE 01, o FAC ARRANJOS REGIONAIS DE PRODUÇÃO e tantos outros certames nos aguardam cheios de novos desafios.

Vamos lá, dar asas a cobras!

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